×

ONG alemã registra nascimento de ararinha-azul, ave ameaçada no Brasil

0:00

Marcus, exemplar de ararinha-azul, nasceu há 19 dias em Berlim, na Alemanha. (Foto: Patrick Pleul/DPA/AP)

Marcus, exemplar de ararinha-azul, nasceu há 19 dias em Berlim, na Alemanha.

Uma organização ambiental da Alemanhadivulgou nesta semana o nascimento de uma ararinha-azul em cativeiro. O exemplar, batizado de Marcus, tem 19 dias e é a quarta ave desta espécie ameaçada de extinção a nascer este ano na sede da Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (ACTB, em inglês), sediada em Berlim.
A ONG, com a ajuda do governo brasileiro, tenta aumentar a população de ararinhas-azuis para que os pássaros possam repovoar o ambiente selvagem e, com isso, se reproduzir. Os animais devem ser trazidos para o Brasil a partir de 2021, estima a associação.

Exemplares de ararinha-azul nasceram em outubro em um centro de conservação no interior de São Paulo (Foto: Divulgação/ICMBio)

Exemplares de ararinha-azul nasceram em outubro em um centro de conservação no interior de São Paulo

Originária da região de Curaçá, na Bahia, a espécie Cyanopsitta spixii pertence à família dos psitacídeos, que tem patas com dois dedos virados para frente e dois para trás. Alimenta-se de sementes e frutas. Usa o bico para escalar e subir em galhos. A caça ilegal e a derrubada de vegetação importante para a espécie ajudaram a aumentar a pressão de traficantes de animais sobre a ave, que foi capturada sistematicamente até sumir da natureza. De acordo com o governo, existem 92 exemplares em cativeiro, dos quais apenas 11 estão no Brasil. A estimativa é que 6.500 ararinhas vivam na natureza, distribuídas pela Amazônia, Cerrado e Pantanal. Em outubro passado, dois filhotes nasceram no Brasil, quebrando um jejum de 14 anos sem que fosse registrada no país a reprodução em cativeiro. De acordo com o Instituto Chico Mendes (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, os filhotes nasceram em um criadouro científico do interior de São Paulo.G1

Comentários

Os comentários são via Facebook, e é preciso estar logado para comentar. O comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Você pode ser denunciado ou até mesmo banido caso comente algo racista, incite o ódio gratuito ou poste spam.

Curta Nossa Fan Page

  • últimas notícias
  • mais lidas